La función religiosa del inconsciente en el desarrollo humano

Autores/as

  • Guilherme Silva Gonçalves Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – PUC/SP. São Paulo/SP, Brasil

DOI:

https://doi.org/10.21901/2448-3060/self-2026.vol-11.249

Palabras clave:

psicología junguiana, símbolo, religión, individuación (psicología), inconsciente colectivo

Resumen

Este artículo se propone, desde la perspectiva de la psicología analítica, analizar el papel de la función religiosa en el desarrollo psicológico y en establecer un sentido para la vida. Teniendo en cuenta la diferenciación de Jung entre confesión (sistema de creencias) y religión (experiencia religiosa), se debatió la importancia de los símbolos producidos por medio de la actividad de la función religiosa del inconsciente para el desarrollo psicológico. De acuerdo con Edward Edinger, los símbolos religiosos, colectivos o producidos por el inconsciente, posibilitan la conexión del yo con la base arquetípica de la psique, proceso esencial para la salud psicológica. Para Erich Neumann, los símbolos religiosos también permiten al individuo retirar proyecciones arquetípicas de los padres, viabilizando el pasaje natural para la madurez en el desarrollo humano. Por eso, según Jung, la pérdida de los símbolos religiosos hace imposible una separación psicológica más profunda entre el individuo y su familia biológica. En el nivel individual, la pérdida del contacto simbólico con la base arquetípica de la psique puede ocasionar la pérdida del sentido de la vida, la inflación del yo o la dependencia de un substituto inadecuado para esa relación perdida. Se usaron conceptos de la psicología analítica y el ejemplo clínico presentado en este trabajo para demostrar cómo los símbolos producidos por el inconsciente pueden ayudar a continuar el desarrollo psicológico y a establecer un sentido para la vida.

Descargas

Los datos de descargas todavía no están disponibles.

Biografía del autor/a

Guilherme Silva Gonçalves, Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – PUC/SP. São Paulo/SP, Brasil

Mestrando em psicologia clínica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – PUC/SP; graduação em psicologia, pelas Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU).

Citas

Agostinho, St. (2024). Confissões. Vozes. (Trabalho original publicado em ca. 397).

Bíblia de Jerusalém: nova edição, revista e ampliada. (2002). (G. S. Gorgulho, I. Storliolo, A. F. Anderson, Trads.) Paulus.

Carbonell, E., & Mosquera, M. (2006). The emergence of a symbolic behaviour: the sepulchral pit of Sima de los Huesos, Sierra de Atapuerca, Burgos, Spain. Comptes Rendus Palevol, 5(1-2), 155-160.

D’Ávila, St. T. (2022). Castelo interior ou moradas. Citadel. (Trabalho original publicado em 1588).

Edinger, F. E. (2020). Ego e arquétipo: uma síntese fascinante dos conceitos psicológicos fundamentais de Jung. Cultrix. (Trabalho original publicado em 1972).

Edinger, F. E. (2024). A Bíblia e a psique: simbolismo da individuação no antigo testamento. Vozes. (Trabalho original publicado em 1986).

Eliade, M. (1979). Imagens e símbolos. Árcadia.

Eliade, M. (2010). História das crenças e das ideias religiosas: da Idade da Pedra aos mistérios de Elêusis (Vol. 1). Zahar. (Trabalho original publicado em 1976).

Eliade, M. (2018). O sagrado e o profano: a essência das religiões. São Paulo: Martins Fontes. (Trabalho original publicado em 1957).

Evangelho segundo São Mateus. (2002). In Bíblia N. T. Bíblia de Jerusalém: nova edição, revista e ampliada (G. S. Gorgulho, I. Storliolo, A. F. Anderson, Trads.) Paulus.

Hall, J. A. (2021). Jung e a interpretação dos sonhos: um guia prático e abrangente para a compreensão dos estados oníricos à luz da piscologia analítica. São Paulo: Cultrix. (Trabalho original publicado em 1983).

https://doi.org/10.1016/j.crpv.2005.11.010.

Jung, C. G. (2012). Psicologia e alquimia (OC, Vol. 12, 6a ed.). Vozes. (Trabalho original publicado em 1944).

Jung, C. G. (2012). Psicologia e religião ocidental e oriental: psicologia e religião (OC, Vol. 11/1, 11a ed.). Vozes. (Trabalho original publicado em 1937).

Jung, C. G. (2012). Relações entre a psicoterapia e a direção espiritual. In Psicologia e religião ocidental e oriental: escritos diversos (OC, Vol. 11/6, 3a ed., pp. 81-104). Vozes. (Trabalho original publicado em 1932).

Jung, C. G. (2013). A alma e a morte. In A dinâmica do inconsciente: a natureza da psique (OC, Vol. 8/2, 10a ed., pp. 361-372). Vozes. (Trabalho original publicado em 1934).

Jung, C. G. (2013). A árvore filosófica. In Estudos alquímicos (OC, Vol. 13, 4a ed., pp. 266-374). Vozes. (Trabalho original publicado em 1954).

Jung, C. G. (2013). A função transcendente. In A dinâmica do inconsciente: a natureza da psique (OC, Vol. 8/2, 10a ed., pp. 13-38). Vozes. (Trabalho original publicado em 1958).

Jung, C. G. (2013). A vida simbólica. In A vida simbólica (OC, Vol. 18/1, 7a ed., pp. 284-310). Vozes. (Trabalho original publicado em 1939).

Jung, C. G. (2013). Aion: estudo sobre o simbolismo do si-mesmo (OC, Vol. 9/2, 10a ed). Vozes. (Trabalho original publicado em 1950).

Jung, C. G. (2013). Considerações teóricas sobre a natureza do psíquico. In A dinâmica do inconsciente: a natureza da psique (OC, Vol. 8/2, 10a ed., pp. 104-185). Vozes. (Trabalho original publicado em 1946).

Jung, C. G. (2013). Psicologia analítica e educação. In O desenvolvimento da personalidade (OC, Vol. 17, 14a ed., pp. 73-148). Vozes. (Trabalho original publicado em 1924).

Jung, C. G. (2013). Psicoterapia: a prática da psicoterapia (OC. Vol. 16/1, 16a ed.). Vozes. (Trabalho original publicado em 1935).

Jung, C. G. (2013). Símbolos da transformação (OC, Vol. 5, 9a ed.). Vozes. (Trabalho original publicado em 1912).

Jung, C. G. (2013). Sobre a psicologia e patologia dos fenômenos chamados ocultos. In Estudos psiquiátricos (OC, Vol. 1, 5a ed., pp. 11-103). Vozes. (Trabalho original publicado em 1902).

Jung, C. G. (2014). A fenomenologia do espírito nos contos de fada. In Os arquétipos e o inconsciente coletivo (OC, Vol. 9/1, 11a ed., pp. 207-255). Vozes. (Trabalho original publicado em 1945).

Jung, C. G. (2017). Memórias, sonhos e reflexões. Nova Fronteira. (Trabalho original publicado em 1961).

Miranda, P. (2019). C. G. Jung e a religião. Self - Revista do Instituto Junguiano de São Paulo, 4, e8. https://doi.org/10.21901/2448-3060/self-2019.vol04.0008.

Neumann, E. (2022). História das origens da consciência: uma jornada mítica e piscológica sobre o desenvolvimento da personalidade. Cultrix. (Trabalho original publicado em 1968).

Schleiermacher, F. (1990). Sobre la religión. Editorial Tecnos. (Trabalho original publicado em 1799).

Sweatman, M. B. (2024). Representations of calendars and time at Göbekli Tepe and Karahan Tepe support an astronomical interpretation of their symbolism. Time and Mind, 17(3-4), 191-427. https://doi.org/10.1080/1751696X.2024.2373876.

Tobolczyk, M. (2016). The world's oldest temples in Göbekli Tepe and Nevali Çori, Turkey in the light of studies in ontogenesis of architecture. Procedia Engineering, 161, 1398-1404. https://doi.org/10.1016/j.proeng.2016.08.600.

Torres Neto, J. O. (2023). Reflexões fenomenológicas sobre a religião: o aspecto relacional da experiência religiosa. Revista Eletrônica Espaço Teológico, 17(32), 60-70. https://doi.org/10.23925/2177-952X.2023v17i32p60-70.

von Franz, M.-L. (2021). Puer Aeternus: A luta do adulto contra o paraíso da infância. Paulus. (Trabalho original publicado em 1970).

Publicado

2026-10-02

Cómo citar

Gonçalves, G. S. (2026). La función religiosa del inconsciente en el desarrollo humano. Self - Revista Do Instituto Junguiano De São Paulo, 11, e011. https://doi.org/10.21901/2448-3060/self-2026.vol-11.249

Número

Sección

Artículo de reflexión (ensayo)