As cores nas obras de Antonio Peticov

aproximações com Jung em sua obra “The Psychology of Kundalini Yoga”

  • Irene Pereira Gaeta Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. São Paulo/SP
Palavras-chave: Psicologia analítica, arte (psicologia), símbolos

Resumo

Este artigo busca fazer uma leitura da obra de Antonio Peticov à luz da psicologia analítica. Jung considerava a imaginação como uma das principais funções da psique, isto é, ela é a expressão direta da atividade vital e uma forma pela qual a energia psíquica manifesta-se na consciência. É pela fantasia que o homem é capaz de lançar-se em um processo de simbolização, de maneira a tornar-se um criador inesgotável de novas possibilidades culturais. A psique, ao encher-se de imagens em um fluxo contínuo, dá amplitude à experiência exterior. Desse modo, a obra de Peticov emerge como uma fotografia do inconsciente, revelando seus aspectos pessoais e coletivos. Contextualizada dentro de um tempo histórico, ela nos fornece uma leitura do movimento de seu tempo, do zeitgeist, ou seja, do espírito da época, e pode também ser prospectiva, nos indicando o que está por vir.

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Biografia do Autor

Irene Pereira Gaeta, Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. São Paulo/SP

Analista didata do Instituto Junguiano de São Paulo (IJUSP); membro da Associação Junguiana do Brasil (AJB); filiada à International Association for Analytical Psychology(IAAP/Zurich). Doutora em Psicologia Clínica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC/SP); mestre em Gerontologia pela PUC/SP; especialista em Práxis Artísticas e Terapêutica: Interfaces da Arte e da Saúde pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo; arteterapeuta formada pelo  Instituto Sedes Sapientiae. Psicóloga. Coordenadora do Núcleo de Estudos em Arte e Psicologia Analítica (NAPA) do IJUSP e do Departamento de Arte e Psicologia da AJB. Professora do curso de Psicologia da Faculdade de Ciências Humanas e da Saúde da PUC/SP. Coordenadora da Pós-Graduação em Psicologia Analítica e em Psicogerontologia da Universidade Paulista. Autora dos Livros: “Memória corporal o simbolismo do corpo na trajetória da vida” (Editora Vetor); “Psicoterapia junguiana: novos caminhos na clínica o uso do desenho de mandalas e calatonia” (Editora Vetor); organizadora da Coletânea “Gerontologia” (Editora Vetor); coautora dos livros: “Sonhos e arte – diário de Imagens” (Primavera Editorial); “Arteterapia e mandalas uma abordagem junguiana” (Editora Vetor); “Corpo em Jung” (Editora Vetor); “Etapas da família – Quando a tela nos espelha” (Editora Appris). Atende em consultório adolescentes e adultos.

Referências

Becker, U. (1992). Dicionário de Símbolos. São Paulo: Paulus.

Fiori, O. (2012). As imagens de Peticov e o registro dos sonhos. In I. Gaeta, M. Catta-Pretta, Sonhos e arte: diário de imagens (pp. 25-35). São Paulo: Primavera Editorial.

Gaeta, I., & Pacce, M. R. (2008). Psicologia analítica: aproximações kundalini yoga e o despertar do amor através dos chakras. Revista Hermes, 13, 49-59.

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Jung, C. G. (1961). O homem e seus símbolos. Rio de Janeiro: Nova Fronteira.

Jung, C. G. (1991). A natureza da psique (OC, V. 8/2). Petrópolis, RJ: Vozes. (Trabalho original publicado em 1946).

Jung, C. G. (1996). The psychology of kundalini yoga: notes of the seminar given in 1932. Princeton: Princeton University Press. (Trabalho original publicado em 1932).

Publicado
28-08-2020
Como Citar
Gaeta, I. P. (2020). As cores nas obras de Antonio Peticov. Self - Revista Do Instituto Junguiano De São Paulo, 5, 1-12. https://doi.org/10.21901/2448-3060/self-2020.vol05.0009
Seção
Artigo de reflexão (ensaio)