O retrato genial de Vincent van Gogh:

um processo de individuação

  • Denise Diniz Maia Instituto Junguiano de São Paulo – IJUSP, São Paulo, SP

Resumo

Em cada um dos seus mais de 40 autorretratos, Vincent van Gogh confirma a necessidade contínua de exploração de aspectos de sua própria identidade. Cada vez que ele olhava seu rosto, esforçava-se para se compreender melhor. Vincent viveu o extremo artístico e existencial. Sua obra jamais se encaixou em um único movimento artístico. Seu estilo, absolutamente único, se alterava de acordo com seu instável estado de espírito. Ele inspirou-se exacerbadamente em sua própria imagem; expressou por meio dela um mundo em fragmentação e procurou uma moldura que contivesse seus conteúdos internos buscando, assim, integração psíquica. A proposta deste ensaio é refletir sobre o processo de individuação de Vincent a partir de seus autorretratos e de sua correspondência, particularmente aquela trocada com seu irmão Theo.

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Biografia do Autor

Denise Diniz Maia, Instituto Junguiano de São Paulo – IJUSP, São Paulo, SP

Psicóloga clínica, com especialização em terapia psicomotora e cinesiologia psicológica, com base na abordagem junguiana e em arte integrativa e recursos expressivos utilizados na clínica. Analista didata do Instituto Junguiano de São Paulo (IJUSP); membro da Associação Junguiana do Brasil (AJB); filiada à International Association for Analytical Psychology (IAAP/Zurich). Diretora administrativa e de comunicações do IJUSP no biênio 2014/2016; coordenadora do grupo de estudos psicológicos da criança do IJUSP; coordenadora do Núcleo de Assistência Social do IJUSP-NAS; membro da Comissão de Ética. Exerce trabalho clínico com crianças, adolescentes, adultos e orientação de pais. E-mail: denise.diniz@gmail.com

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Publicado
09-11-2018
Como Citar
Maia, D. (2018). O retrato genial de Vincent van Gogh:. Self - Revista Do Instituto Junguiano De São Paulo, 3. https://doi.org/10.21901/2448-3060/self-2018.vol03.0009
Edição
Seção
Artigo de reflexão (ensaio)